CARTA DE BOAS-VINDAS

 

CARTA AOS MEUS PRIMEIROS LEITORES

17 de Maio de 2017

Caros leitores: 

Cada jovem possui uma grande ingenuidade nas suas ilusões que, no decorrer do tempo, moldam o seu futuro e a sua vida, pois quem não teve sonhos quando miúdo? Muitos acreditam que arranjarão um dia tudo o que querem, mas, para isso, devem percorrer os seus objetivos através dos seus primeiros passos —pelo qual agora decidi tentá-lo— Com este blog, com nome da minha estrutura poética favorita, apanho finalmente um espaço de expressão pessoal e de divulgação dos meus escritos.

Estou um pouco obsessionado com o soneto —quem me conhecem, sabem-no— ou se calhar estou imenso, de singular modo, e tudo iniciou com o meu primeiro contato com esta estrutura: causou-me uma agitação e atração inexplicáveis. A princípio supus que se tratava tão-só de um poema como os outros lidos na escola, mas, pesquisando mais sonetos —sem os conhecer na verdade— fiquei atrapalhado nesses sentimentos e expressões. Daí a bocado, quis muito compô-los, e fiz demais: num dia realizava até três, em menos de quinze minutos, mesmo que, claro, eram muito mal feitos, já que simplesmente possuíam uma medida assimétrica e uma rima assoante com distribuição variável nas quatro estrofes. Ainda hoje os construo, mas não amiúde, porque querendo obter um em cada dia, e que seja perfeito, nem consigo o momento nem o sítio certos para isso; no entanto, procuro elaborá-los sem distração. 

A poesia atual promove que o soneto perca-se aos poucos entre a afeição de novos poetas, porém esta estrutura, que é forte e firme, conserva uma presença respeitável e, embora diminua neste século, sempre haverá quem a retomem tal e como se instaurou na antiguidade.  Eu retomo e sigo o soneto milhares de vezes mais do que outro poema, milhares de vezes mais do que outra obra literária. Por isto quero convidar-vos para lerem os meus sonetos e realizarem-nos mesmo. Nunca os alarguem e voltemos juntos novamente a colocá-los no apogeu que tiveram... Eu na realidade desejo devolver-lhes esse brilho peculiar, mas não consigo só, preciso de ajuda. Por enquanto eu nunca deixarei de fazer sonetos, haja ou que houver, porque...      

O que interessa a areia nos meus versos  
ou embora existam sem nenhum objeto
e rocem com o pó pelo ar dispersos
ainda assim escreverei um soneto!  

O que interessam peitos tão adversos
que maldigam com ódio em vez de afeto
os meus choros nas letras muito imersos,
pois de novo farei farei um soneto!   

Se não me refletisse o próprio espelho,
e, o sol, a sombra, e, as vozes, o aceno;
e eu, mesmo assim, escreverei um soneto!  

E se inda ouvisse: “as tuas mãos são de velho” 
pra me pararem dando-me veneno...
mas de novo farei farei um soneto! 

Parece-me insuficiente esta carta aqui para me exprimir em relação a este poema, de maneira que terei de produzir outras sobre este assunto, depois, calmamente. Por agora pretendo apenas designar-vos a tarefa de verem além da poesia e descubrirem nela tudo o que se passa na vida... E quando lerem um soneto, não o inspecionem com indiferença, mas com o respeito que merece a arte de qualquer pessoa, e reflitam-no, que, de repente, ensinar-vos-á qualquer conhecimento... 

Enfim, Primeiros Leitores, convido-vos com imensa emoção para revisarem sem parar todas as minhas criações literárias guardadas nesta página. Espero as vossas visitas e o vosso apoio. Há várias secções para explorarem, uma por uma... Inspecionem-nas com senso crítico e, ao mesmo tempo, com humanismo, levando como objeto não só perceber, mas sentir qualquer um dos meus escritos...  

 

Pós-escrito:

Retomemos outra vez o engenho antigo.   

 

SEJAM BEM-VINDOS!





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